Imagem corporal

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O que você vê quando se olha no espelho?

Cada pessoa constrói em sua mente uma figura de si mesma, que não é estática ou fixa. É a forma pela qual se vê o próprio corpo, é um símbolo do nosso ser, nossa totalidade enquanto seres humanos. Fazem parte de sua construção elementos cognitivos, desejos, atitudes emocionais e interação social, com a contribuição dos eventos do dia a dia. Essa experiência de percepções, sentimentos e pensamentos sobre o corpo chama-se imagem corporal.

A determinação social sobre a nossa imagem corporal é forte, por isso é importante pensar os ideais que estão sendo passados na nossa cultura. A magreza, na mídia, é sinônimo de sucesso e felicidade. Volta e meia as revistas voltadas para mulheres dizem “como ficar bonita emagrecendo N quilos”, claramente igualando magreza e beleza. Os ícones femininos tornaram-se cada vez mais magros ao longo das décadas. Da mesma forma, a busca pela juventude é incitada pela mídia.

O problema é que o ideal de beleza proposto para as mulheres é biologicamente impossível. Mesmo as modelos que tanto admiramos têm suas fotos alteradas no photoshop para chegarem a essa aparência ideal, suscitando nas mulheres a busca por uma imagem que sequer é real. As mulheres estão sujeitas a uma pressão social maior nesse quesito, por isso são mais preocupadas com a imagem e manutenção da beleza corporal.

A insatisfação corporal é maior entre as mulheres, assim como a ocorrência de transtornos alimentares, dos quais já falamos aqui. Essa avaliação negativa da própria aparência física é associada em estudos a sintomas depressivos, ansiedade, estresse, baixa autoestima, maior restrição alimentar, sentimentos de inferioridade, vergonha e evitação de atividade física.

Um estudo brasileiro, com universitárias de 37 instituições de ensino superior espalhadas por todas as regiões do Brasil, concluiu que 64,4% delas desejavam ser menores do que eram, havendo grande insatisfação corporal no grupo. E essa insatisfação está presente não apenas nas pessoas com peso acima do saudável, mas também nas de peso normal. Em outro estudo, os participantes deixaram claro que o peso idealizado e o saudável não são equivalentes no seu imaginário.

E você? O que acha do que nossa cultura impõe como aparência ideal da mulher?

 

Fontes:
Insatisfação com a imagem corporal em universitárias brasileiras, de Marle dos Santos Alvarenga e colaboradores;
Cultura e imagem corporal, de Dina Alves, Mário Pinto, Sara Alves e colaboradores;
Imagem corporal: a descoberta de si mesmo, de Daniela Dias Barros;
Imagem corporal e bailarinas profissionais, de Aline Nogueira Haas; Anelise Cristina Dias Garcia e Juliana Bertoletti.

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